A Agenda 2030 e o ODS 18, Igualdade Étnico racial recolocam o desafio de articular justiça social, justiça ambiental e produção de conhecimento sobre territórios vulnerabilizados. Este trabalho apresenta a experiência de construção do WebGIS “Racismo Ambiental”, desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil no âmbito do programa SGBeduca, a partir da integração entre dados de setorização de risco geológico, informações censitárias com recorte por raça/cor e bases territoriais de povos indígenas, comunidades quilombolas e favelas. Metodologicamente, trata-se de um relato de experiência baseado em análise documental e descrição das etapas de seleção de bases de dados, estruturação da ferramenta geoespacial e exploração de seu potencial comunicacional. Os resultados indicam que o WebGIS amplia a visibilidade das sobreposições entre riscos geológicos e territórios historicamente racializados, favorecendo leituras críticas sobre o racismo ambiental e subsidiando debates sobre metas e indicadores do ODS 18. Argumenta-se que a plataforma opera como dispositivo de divulgação científica e educação em direitos, ao aproximar públicos diversos de dados técnicos normalmente restritos a especialistas. Por fim, discutem-se limites e possibilidades da iniciativa, destacando a necessidade de ampliar a cobertura territorial, incorporar novas camadas de informação e fortalecer a participação de comunidades afetadas na interpretação dos mapas.