O bando de teatro científico “Siriema”, do IBB/UNESP, surgiu com o intuito de divulgar ciência através das artes cênicas, buscando com esta abordagem, humanizar os pesquisadores e ampliar o interesse da população pela temática científica.
Criada em 2015, a plataforma Bate-Papo com Netuno tem o objetivo de desenvolver um canal de comunicação virtual para popularizar as Ciências do Mar e fomentar debates científicos entre não-especialistas, além de discutir questões de gênero.
O Biodiversidade em Foco é um projeto que visa estimular a divulgação científica por meio do Twitter. Através de períodos de curadoria, é possível reduzir o trabalho necessário para que pesquisadores possam divulgar a sua pesquisa.
Neste relato apresentamos os aspectos teórico-práticos para a concepção, produção e realização do programa radiofônico de divulgação científica BioTechNews, veiculado pela Rádio Uniara FM, situada na cidade de Araraquara/SP.
O Boletim Anti Covid-19 da Unesp Rio Claro tem sido publicado semanalmente nos últimos dois anos para esclarecer questões da pandemia do SarsCov2 para a comunidade universitária e local. Artigos de opinião e culturais foram incluídos.
A Divulgação Científica é uma atividade que pode contribuir para a disseminação das Ciências para diferentes públicos, dentre eles estudantes de graduação em biologia. Uma das ferramentas que possibilitam a realização da comunicação pública das Ciências são os blogs. Diante disso, este trabalho tem como objetivo identificar os principais elementos do projeto Box da Bio que podem contribuir para a promoção da Divulgação Científica entre graduandos em Ciências Biológicas. Para isso adotamos como metodologia a análise descritiva, em um estudo de caso. A partir de nossa análise identificamos os principais elementos que podem favorecer a disseminação do conhecimento científico, sendo eles: produções textuais, audiovisuais e jogos. Percebemos que o Box da Bio usou como estratégia a pluralidade de elementos na tentativa de alcançar seu público alvo. Tal pluralidade amplia as possibilidades para o desenvolvimento da Divulgação Científica.
A história por trás da vida dos cientistas é bastante desconhecida dos estudantes e educadores e nem sempre parece ser interessante, divertida ou cheia de aventuras, debates e discussões. Por isso, a companhia de teatro Ciência Encenada utiliza a linguagem teatral para popularização e divulgação da ciência narrando de forma criativa, inovadora e atraente a vida destes atores da ciência de forma que estimule o público a quebrar estereótipos e ampliar o interesse pela temática científica. Através da contação de histórias, a companhia apresenta a dimensão pessoal de cientistas: um pouco de sua infância, como decidiram se tornar cientistas; a dimensão científica-tecnológica com seus instrumentos de trabalho e descobertas na ciência e a dimensão sociológica sobre os impactos e validação de suas ideias e descobertas.
O Grupo de Trabalho 2, no II Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência em 2023, discutiu a organização e estruturação de campanhas temáticas científicas e sociais em redes sociais. A partir de experiências anteriores, foram abordados tópicos desde a idealização teórica e interdisciplinar, até a estruturação de datas, palavras-chave, hashtags e participação de coletivos e personalidades, dentro de uma mesma identidade visual e de linguagem das propostas. Como finalização do grupo de trabalho, organizou-se uma proposta de campanha, com vídeos e postagens temáticas, dentro do escopo das mudanças climáticas e tragédias ambientais, buscando retomar a memória dos eventos e vinculá-los às ações de prevenção, cuidado e responsabilidade social.
Pesquisas de percepção pública da última década indicam crescente interesse da população brasileira por ciências, sobretudo Astronomia, um dos assuntos mais buscados pelos respondentes. Esta área, junto da Física, são consideradas essenciais para a construção do conceito contemporâneo de “ciência”. Buscando explorar as especificidades da divulgação científica nas Ciências Físicas e Naturais e suas reverberações na sociedade, apresentamos o processo de criação do CECILiA (Coletivo de Estudos em Comunicação, Informação e Linguagem em Astronomia e Física), associado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Idealizado por mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural, buscamos discutir as motivações e lacunas experienciadas que fundamentaram o grupo, ressaltando a interdisciplinaridade destas áreas: além de conceitos científicos, integram-se no processo de construção da cultura científica o letramento, percepção da ciência e fatores socioculturais. Espera-se que essa proposta de rede colaborativa incentive novos estudos e ações práticas nas áreas de divulgação e comunicação especificamente de Astronomia e Física, focando em princípios como práticas dialógicas, representatividade, clareza informacional, valorização de diferentes saberes e cosmopercepções, e profissionalização dos divulgadores. Por fim, compartilham-se os projetos iniciais do grupo, que analisam como o conteúdo jornalístico nestas áreas é construído e representado para a sociedade.
O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados do estudo de recepção realizado com o público escolar e espontâneo da peça A vida de Galileu, de Bertolt Brecht, encenada no Museu da Vida/Fiocruz entre 2016 e 2018.
No Brasil, há um progressivo aumento na vinculação de temas relacionados à ciência, que passaram a ganhar grande espaço na Internet, em diversas formas, como perfis de redes sociais, jogos eletrônicos e educativos. No contexto atual, fica claro o papel das Universidades na promoção da divulgação científica, tanto levando o conhecimento científico para a sociedade, quanto formando alunos que possam realizar essa atividade de forma crítica e verdadeira. Diante disso, o objetivo deste projeto é auxiliar na disseminação da ciência na sociedade por meio das redes sociais e também contribuir com a formação de alunos de graduação de Ciências Biológicas na área de divulgação científica por meio do desenvolvimento do projeto Ciência à Deriva (CD). Tal projeto foi criado em 2021 e, atualmente possui 11 integrantes em sua equipe, sendo estudantes de graduação, recém-graduados, pós-graduandos, uma pós-doutoranda e 2 professores coordenadores de universidade pública. O CD utiliza as plataformas de mídias sociais, como Instagram, Spotify e YouTube como ferramentas para a divulgação de conteúdos relacionados à Ciência, Saúde, Sustentabilidade, Meio Ambiente e Carreira, na forma de podcast, vídeos e texto.
Este artigo aborda a participação do projeto de extensão “Despertar para a Ciência” nas edições de 2022, 2023 e 2024 na Festa do Trabalhador em Cornélio Procópio. O projeto interagiu com a comunidade através de atividades interativas e lúdicas, como quebra-cabeça da tabela periódica, quiz científico e experimentos científicos, que atraíram e engajaram um total de 225 participantes, principalmente crianças. A participação do projeto na Festa do Trabalhador apresenta uma progressão significativa em termos de complexidade e variedade das atividades. A participação do projeto Despertar para a Ciência nas três últimas edições da Festa do Trabalhador revelou-se uma iniciativa bem- sucedida de divulgação científica, engajando a comunidade, especialmente as crianças, nas atividades interativas e lúdicas, tornando os conceitos científicos mais acessíveis e interessantes.
O projeto Ciência & Criança visa divulgar a ciência para crianças, pais, professores e grande público buscando tornar o conhecimento químico atrativo através de dinâmicas próprias da infância promovendo inclusão social e acadêmica.
Este trabalho tem como objetivo caracterizar estratégias argumentativas mobilizadas por divulgadores científicos brasileiros em vídeos do YouTube sobre mudanças climáticas. A pesquisa consiste em um recorte de um estudo mais amplo e analisa dois vídeos com posicionamentos distintos em relação ao consenso científico sobre o tema. Os dados foram obtidos por meio da transcrição dos vídeos com base na Análise Textual Discursiva, a partir da construção de categorias emergentes que contemplam dimensões estruturais, persuasivas e de legitimação dos discursos. Os resultados indicam que, embora os divulgadores mobilizem repertórios argumentativos semelhantes, as diferenças se manifestam na forma como essas estratégias são articuladas. O discurso alinhado ao consenso científico privilegia a explicação conceitual e a apresentação de evidências, enquanto o discurso negacionista combina elementos que simulam práticas científicas com estratégias de contestação epistemológica. Conclui-se que a disputa em torno das mudanças climáticas ocorre também no plano discursivo, evidenciando a necessidade de promover a Alfabetização Científica voltada à análise crítica de discursos em ambientes digitais.
O presente artigo apresenta e discute alguns aspectos do desenvolvimento das diferentes fases do processo editorial da revista de divulgação científica do Canal Ciência, “Ciência em Síntese”. Ao descrever o referido processo, destaca a importância de algumas de suas características e de certas escolhas realizadas pela equipe editorial da revista. Apresenta, ainda, uma forma simples de se estruturar a redação de conteúdos de DC, traçando um ponto de partida baseado em três perguntas orientadoras. Também ressalta as possibilidades trazidas pelo esforço de se construir e padronizar o fluxo de produção dos textos de divulgação científica, a exemplo da aquisição de um maior controle sobre a qualidade do referido material. Ainda, confere especial enfoque aos desafios dessa empreitada, sobretudo, os que dizem respeito a reflexões e técnicas que podem ser incorporadas na elaboração de textos de DC, a fim de que esses cumpram efetivamente seu papel de aproximar públicos não-especializados dos temas de ciência, tecnologia e inovação. Com isso, objetiva inspirar iniciativas semelhantes e/ou lançar luz sobre alguns dos dilemas que podem ser encontrados por profissionais que trabalham com a produção de conteúdo de DC.
A divulgação científica (DC) consiste no uso de recursos e técnicas que tornam o conhecimento científico, tecnológico e de inovação acessível ao público leigo, contribuindo para a democratização da Ciência. Esta pesquisa analisou a atuação do projeto “Ciência Oxe: On-line Divulgação Científica a partir do Semiárido”, considerando suas estratégias, seu alcance e sua contribuição social de 2020 a 2025. Nesse período, o projeto desenvolveu atividades de DC em ações presenciais e digitais, com destaque para a utilização de sua página no Instagram (@cienciaoxe). Além disso, foram realizadas reuniões quinzenais, formações, atividades itinerantes e recepção de escolas em laboratórios. Os resultados do perfil no Instagram demonstram alcance expressivo e engajamento relevante, com público majoritariamente brasileiro e presença internacional. Além disso, observou-se número expressivo de participantes nas atividades presenciais, com quantitativo de 1.302 visitantes nas atividades laboratoriais e itinerantes ao longo dos 5 anos do projeto. Ao longo de sua existência, o projeto se consolidou como espaço híbrido de divulgação científica, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a extensão universitária.
Desde os primórdios, as plantas medicinais apresentam grande importância na sociedade e cultura humana, fornecendo compostos valiosos para o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos para uma ampla variedade de doenças. Criado em 2020, o Grupo de Extensão e Pesquisa de Plantas Medicinais (GEPLAM ESALQ/USP) busca promover a divulgação do conhecimento científico relacionado às plantas medicinais e sua genética de forma fácil de entender. O grupo, formado por alunos dos cursos de Ciências Biológicas e Ciências dos Alimentos, em conjunto com estudantes de pós- graduação, iniciou uma presença ativa nas redes sociais, além de colaborações com outros grupos de extensão para manter jardins de plantas medicinais e a realização de workshops e palestras abertos à comunidade. O GEPLAM organiza uma bibliografia com foco acadêmico/científico para os estudantes, mas busca a disseminação desses conhecimentos de forma acessível e divertida ao público, por meio de mídias sociais e da produção de material didático em formato de cartilha. O grupo posicionou-se como importante agente de extensão universitária ao engajar interessados em aprender mais sobre a importância da pesquisa científica, conservação e uso sustentável das plantas medicinais, proporcionando aos participantes experiências que desenvolvem habilidades essenciais para influenciar positivamente a sociedade.
Relatamos ações de um projeto interinstitucional, cujo objetivo é reunir pesquisadores em ações de pesquisa e extensão universitária sobre divulgação científica, em especial àquelas que se destinam a escola no nível básico de ensino.
Este trabalho apresenta o projeto de extensão “Divulgação científica nas áreas de STEM: Pop Science UFSM”, cujo objetivo é democratizar o acesso ao conhecimento científico e aproximar a produção acadêmica da sociedade por meio das redes sociais. A iniciativa surgiu como um grupo de discussão de artigos científicos, com ênfase na área de Física, e evoluiu para a produção sistemática de conteúdo digital, incluindo postagens sobre curiosidades científicas, séries temáticas e a valorização de pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Maria. Em 2025, o projeto ampliou suas ações com a criação da ação “Ciência em Primeira Pessoa”, promovendo interações entre especialistas e a comunidade. Em 2026, estabeleceu parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Física Nuclear e Aplicações, ampliando a atuação em divulgação científica para conteúdos especializados. Estruturado em subgrupos formados por estudantes de diferentes áreas de engenharia, ciência e tecnologia, o projeto desenvolve atividades de pesquisa, produção e edição de conteúdo. Ao longo de sua trajetória, registrou ampla participação discente e engajamento nas plataformas digitais. Os resultados evidenciam a relevância da extensão universitária como estratégia de popularização da ciência, contribuindo para o fortalecimento do papel social da universidade e para uma comunicação científica mais acessível e dialógica.
Neste relato de experiência, apresentamos um breve histórico da primeira e segunda edição do Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência (EBDC) e como nós organizamos os eventos a partir de pressupostos teórico-práticos da Divulgação Científica (DC). Neste sentido, a estruturação das mesas redondas, convidados e Grupos de Trabalho (GTs), fizeram parte de uma construção, que funciona com uma equipe de trabalho pensando e pesquisando juntos, que busca aprofundar-se em noções conceituais e filosóficas de ciência e acesso ao conhecimento, como parte de necessidades básicas da sociedade e direito humano