Mesa Redonda
2026

Saberes locais e tradicionais e a dificuldade de validação científica

06/09/26 (Dom)
14:00 – 16:00
| 14:00 – 16:00
Ementa

Mesa Redonda 3

A divulgação científica costuma privilegiar áreas associadas às chamadas ciências naturais ou “ciências duras”. Nesse processo, produções oriundas das humanidades, das artes, da educação ou de saberes comunitários frequentemente são tratadas como opiniões ou conhecimentos não especializados. Além disso, saberes produzidos por populações periféricas, indígenas ou tradicionais muitas vezes são utilizados apenas como fonte de dados para pesquisa acadêmica, raramente sendo reconhecidos como formas legítimas de produção de conhecimento. Esta mesa debate como a divulgação científica pode atuar como espaço de articulação entre diferentes formas de saber e quais caminhos permitem ampliar o reconhecimento dessas epistemologias.

Palestrantes

Eduardo Schwartzberg Arteaga
Eduardo Schwartzberg é sociólogo, fotógrafo e músico. Doutor pelo programa de Mudança Social e Participação Política da Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (USP). Integra o Grupo de Estudo e Pesquisa em História Oral e Memória (GEPHOM) e o coletivo de pensamento e ação livre Coletiva Ch’ixi. Seus campos de pesquisa envolvem migração, arte, fotografia, direitos autorais e música. É coautor do livro “Principio Potosí Reverso” e foi diretor do jornal “La Puerta del Sol”. Atuou como diretor da Escola de Artes do Governo Municipal de El Alto (Bolívia) e foi membro do Conselho das Culturas da cidade de La Paz. Ao longo de sua trajetória, publicou artigos, crônicas, reportagens e colunas de opinião em diversos jornais da Bolívia.
Pâmela Carvalho
Educadora, curadora, historiadora, gestora cultural, pesquisadora ativista das relações raciais e de gênero e dos direitos de populações de favelas. É mestre em educação pela UFRJ. É coordenadora-pesquisadora da ”Casa Preta da Maré”, na Redes da Maré e representa institucionalmente a organização na secretaria executiva do Fórum Permanente pela Igualdade Racial (FOPIR) e na Coalizão Negra por Direitos. É editora na Revista Amarello e na Fast Company e fundadora do Quilombo Etu, coletivo que trabalha a cultura popular a partir de uma perspectiva de educação antirracista. É coordenadora do Centro AfroCarioca de Cinema, responsável pelo Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, onde realiza a curadoria de ações e programações. É Conselheira (Suplente) Estadual de Políticas Culturais do Rio de Janeiro e moradora do Parque União, no Conjunto de Favelas da Maré. Recebeu premiações como o Prêmio Inspirar; Prêmio Heloneida Studart (ALERJ); Moção de Reconhecimento e Louvor da da Comissão Especial de Combate ao Racismo (Câmara Municipal do Rio de Janeiro) e Prêmio Mulheres Negras 2025 – Câmara Municipal de Nilópolis.

Mediação

Alu Laurindo Vieira
Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pelo pelo PECIM, Unicamp, na área de Divulgação Científica, sob orientação da Prof. Dra. Ana Arnt.. Bacharel em química tecnológica e licenciado em química na Universidade Estadual de Campinas. Professor de Química. Coordenador do Núcleo da Consciência Trans da Unicamp (NCT). Membro do projeto divulgação cientifica Sala V (projeto de extensão da Unicamp) sob orientação do Prof Dr. Gildo Girotto Jr. Responsável pela produção do podcast do projeto.