Este resumo expandido de um ensaio trata sobre como a sociedade aceita ou rejeita medicamentos ainda em fase de estudos ou mesmo sem resultados comprovados, com base em “achismos” ou em um “wishful thinking”, em uma esperança vã de uma cura milagrosa para doenças graves. A sociedade aceita supostas soluções sem comprovação científica robusta, um fenômeno social, comportamental e comunicacional que deve ser analisado, inclusive com o objetivo de aprimorar a divulgação científica para o público leigo e potencial consumidor destes produtos. Os três elementos mencionados no título receberam grande visibilidade como supostas alternativas terapêuticas contra o câncer, como uma solução para a pandemia de Covid-19 e como uma cura para a lesão medular aguda. A comparação destes casos permite a reflexão sobre mídia, esperança, política e ciência, em sua intersecção com a sociedade. A conclusão é que o aceitacionismo deve ser analisado e contraposto ao negacionismo, outro conceito que dificulta que a divulgação científica alcance resultados mais efetivos.