A divulgação científica tem como propósito democratizar o conhecimento científico. Pode ser realizada tanto por grupos de pesquisa, instituições e jornalistas quanto por divulgadores e grupos independentes, que se beneficiam do uso das redes sociais para ampliar o alcance de seus conteúdos. O projeto Profissão Biotec é um exemplo de grupo que atua no contexto online, compartilhando conteúdos sobre biotecnologia em linguagem acessível produzidos por colaboradores voluntários. Nesse estudo, avaliamos se e como a participação no grupo Profissão Biotec contribui para o desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais dos voluntários. Participantes e ex-participantes da iniciativa responderam a um questionário com perguntas fechadas e abertas abordando eixos como habilidades e competências, desenvolvimento profissional e oportunidades e experiências. A maioria dos 38 respondentes é graduado ou graduando do curso de Biotecnologia (63,2%) ou em áreas correlatas, tendo como ocupação principal os estudos (de graduação ou pós-graduação, 52,7%). Durante o voluntariado, as habilidades mais desenvolvidas foram comunicação escrita, acessibilidade linguística, pensamento crítico, criatividade e inovação. Os participantes também destacaram a valorização profissional e as oportunidades proporcionadas pelo Profissão Biotec. Os resultados sugerem que a participação em grupos de divulgação científica contribui para a formação, o desenvolvimento e a valorização profissional dos seus colaboradores.
Relato pessoal sobre a experiência no curso de formação do Museu Dica e os impactos pessoais e profissionais que me prepararam para assumir o papel de monitora e mudou o meu olhar sobre o papel do museu como espaço de educação não-formal.
O Festival da Matemática – RS é um evento de popularização da Matemática desenhado inicialmente para proporcionar ao público, majoritariamente em idade escolar, contato com diferentes formas de vivenciar essa área do conhecimento. Em sua quarta edição, o evento contou com formato inédito, a saber, como Feira/Mostra de Ciências, na qual estudantes de escolas apresentaram trabalhos de iniciação científica na área de Matemática. Este relato apresenta a importância do protagonismo estudantil na produção de saberes, contato com o fazer científico e empoderamento na área da Matemática. Mostra a capilaridade do evento que atendeu escolas de mais de 20 municípios do RS. Aborda o engajamento das escolas na consecução do evento com a valorização dos saberes produzidos no âmbito da educação básica como forma de conexão entre a Universidade, Ciência e comunidades escolares. Conclui com as observações e impressões do evento pelos participantes com enfoque nos impactos da ação de Extensão Universitária no contexto escolar.
O desafio de combater o negacionismo climático como jornalista e comunicador não apenas segue presente, mas se intensifica quando percebemos os acontecimentos recentes. A comunicação sobre o clima e meio ambiente necessita atuar de maneira mais radical e direta sobre os impactos das mudanças climáticas, tais como Greta Thunberg e David Wallace-Wells, que recentemente conseguiram ser mais efetivos, mesmo não sendo cientistas. É preciso reconhecer que, em certa medida, o negacionismo conseguiu adiar ações efetivas contra as mudanças climáticas e organizarmos nossa comunicação para salvar o que é possível.
Apresentamos reflexões a respeito do trabalho de divulgação científica sobre química medicinal, baseadas na experiência do trabalho do núcleo de comunicação no Centro de Química Medicinal (CQMED) da Unicamp. São discutidas algumas considerações sobre a divulgação cientifica em química medicinal e, por fim, são colocadas as perspectivas das próximas etapas e sugestões para a comunicação sobre esse campo do conhecimento.
Apresento aqui uma reflexão sobre minha experiência como mulher negra na física, área vista como espaço de inteligência superior e dificuldade. A partir disto, questiono como o conhecimento científico é construído de forma excludente e opressora para vários grupos. Proponho um espaço para repensarmos aquilo que é visto como normativo na ciência, desde comportamentos e formas de expressão até os próprios saberes valorizados. Por fim, aponto o resgate de conhecimentos expropriados e o diálogo com outras epistemologias para desconstruir a norma hegemônica.
O presente relato de experiência busca apresentar o processo de reformulação dos personagens, do Museu Diversão com Ciência e Arte, evidenciando sua importância para a comunicação visual e divulgação científica do museu
Nessa fala, abordo alguns aprendizados deixados pela pandemia de Covid-19 e a necessidade de políticas públicas para enfrentar a desinformação, como o fomento a pesquisas na área e o incentivo a programas de letramento digital em escolas. Discorro sobre a importância de se conhecer melhor as estratégias de combate à desinformação, como checagem de fatos e formatos mais eficientes para desmentir informações falsas. Ressalto a relevância dos cientistas e divulgadores abordarem a ciência não apenas como um produto, mas como um processo, já que conceitos como pre-prints e ensaios clínicos não são triviais à população, além de discutirem incertezas e controvérsias inerentes à ciência. Por fim, falo da necessidade de se entender o público a quem se dirige e de se desenvolver empatia pelos interlocutores.
As redes sociais são fortes disseminadoras de informação, que podem ser muito bem utilizadas para a democratização do acesso à informação e divulgação científica. A cada ano, a comunicação científica se ramifica mais através das diferentes redes sociais na internet, estreitando laços entre a Comunidade e a Universidade, devido a sua rápida disseminação. O Mamutes na Ciência é um projeto de produção de conteúdo de divulgação científica presente nas redes sociais através do instagram, TikTok, Facebook, em formato de podcast, com o Mamucast!, e de lives de interação através dos canais do Youtube/Twitch, visando a interação e a divulgação científica em linguagem acessível para a comunidade, ressaltando temas como diversidade na ciência, curiosidades, ciência da cultura pop, etc
Criado em 2021, o primeiro boletim de notícias em Libras da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) traz o protagonismo da Língua de Sinais e busca acessibilizar o conteúdo científico divulgado pela universidade.
Potencial Biótico é uma iniciativa de divulgação científica que busca auxiliar o professor dentro de sala de aula. Nós promovemos materiais acessíveis a professores para que eles tenham aulas cada vez mais contextualizadas, lúdicas e criativas. Nesse relato de experiência, buscamos apresentar algumas das nossas frentes pedagógicas com o intuito de fomentar o desenvolvimento de professores e divulgadores científicos ressaltando a ponte entre a ciência e a educação, aliado aos conceitos da educomunicação e seus efeitos na construção do conhecimento. Algumas das atividades descritas nesse artigo foram: i) seções de “uso para professor em sala de aula” em nossas publicações (blog e demais redes sociais); ii) a organização do nosso evento anual de DC Educa; iii) materiais para uso de professores de ciências; iv) publicação de textos dos alunos via disciplinas da Universidade Federal de Minas Gerais. Para isso, relatamos a estrutura de cada uma delas bem como alguns resultados alcançados até então. Acreditamos que iniciativas que unem e discutem o importante papel dessas duas temáticas são uma forma de potencializar a capacidade transformadora da educação por meio da divulgação científica.
O capítulo apresenta uma introdução às relações entre divulgação científica e jornalismo científico, com foco no contexto de desinformação e infodemia durante a covid-19. Discute a produção de conteúdo em tempos de pandemia e analisa experiências da divulgação científica, como o Blogs de Ciência da Unicamp e o Todos Pelas Vacinas. A partir dessas experiências, o texto defende a divulgação científica e o jornalismo científico como campos complementares, destacando parcerias em tempos de pandemia como estratégias fundamentais para ampliar alcance, credibilidade e enfrentamento da desinformação.
O texto apresenta o relato de experiência da prática da divulgação científica realizada em sala de aula a partir da disciplina de Antropologia, com estudantes dos cursos de Comunicação da Universidade Federal do Paraná. A experiência articula teoria e prática no desenvolvimento de uma disciplina vista pelos alunos como “teórica” bem como estimular o exercício da divulgação científica entre os estudantes de comunicação como estímulo à sua práxis profissional e como reforço ao entendimento da divulgação científica como atividade que deve permear todas as áreas em todos os níveis de formação.
A educação em saúde é um pilar fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade saudável e consciente. O Núcleo de Educação e Comunicação em Ciências da Vida (NEDUCOM) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promove o Projeto Interagir para abordar essa questão de maneira inovadora. Este artigo detalha as experiências desse projeto em divulgação científica, com foco em duas áreas principais: intervenções em educação em saúde com estudantes de ensino básico, técnico e superior, e postagens por meio do perfil no Instagram (@interagirufmg). Os resultados indicam um crescimento significativo do projeto, com aumento das atividades de intervenção e maior engajamento nas redes sociais. Esses esforços estabelecem um canal confiável para a divulgação científica, facilitando um diálogo significativo entre estudantes, monitores e outros participantes do projeto.
A Rede Internacional de Clubes de Ciências (RICC) é uma comunidade online e colaborativa para a promoção da cultura científica, permitindo o mapeamento e o compartilhamento de conhecimentos e de práticas educativas de Clubes de Ciências do Sul Global. Desse contexto, objetivamos analisar, à luz da espiral da cultura científica (Vogt, 2012) a articulação da RICC como rede de divulgação científica sobre, com e para os Clubes de Ciências a partir do mapeamento dos Clubes de Ciências da plataforma e pelas métricas de engajamento nas mídias digitais da rede. Para isso, realizamos um relato de experiência, articulando três percursos analíticos, em que interpretamos e socializamos como a arquitetura de rede da RICC confere visibilidade institucional e autoria às investigações científicas escolares situadas nos territórios do Sul Global, contribuindo para promoção de uma cultura científica, em perspectivas da divulgação científica, dialógica e colaborativa. Concluímos que a RICC como um espaço de articulação e visibilização dos Clubes de Ciências como agentes de divulgação científica, favorecendo o extravasamento da ciência desenvolvida na escola para a esfera pública e contribuições ao desenvolvimento de uma comunidade educadora clubista latino-americana, que promove cultura científica.
Este trabalho analisa os relatórios do Google Analytics do blog do projeto de extensão “Meninas e Mulheres nas Ciências” sobre a produção de conteúdo sobre cientistas negras brasileiras.
O presente trabalho analisa o alcance da Divulgação Científica realizada pelo projeto de extensão “Meninas e Mulheres nas Ciências”, da Universidade Federal do Paraná, na rede social Instagram.
Este estudo descreve a experiência da I Feira Científica de Educação em Saúde sobre Doenças Determinadas Socialmente (DDS) na comunidade indígena Tikuna de Campo Alegre (AM). O evento, engajou 460 pessoas, entre estudantes, pais e lideranças. Alinhada à perspectiva “Sul como Centro”, a feira utilizou abordagens participativas e bilíngues em três eixos: passado, presente e futuro. Através de estações temáticas interativas sobre malária, hanseníase, tracoma, tuberculose e geo-helmintíases, promoveu-se o diálogo entre saberes tradicionais e científicos. Os resultados revelam a importância do fortalecimento do protagonismo indígena nas ações de educação em saúde, bem como o incentivo à formação científica de estudantes indígenas, aspecto evidenciado pela participação ativa dos jovens e pelo interesse despertado em seguir trajetórias acadêmicas e científicas.O uso de post-its para criar um mural coletivo na quadra permitiu o registro livre das percepções dos jovens, que manifestaram novas aspirações de carreira (médicos, professores, pesquisadores). A desmistificação da figura do cientista e a valorização da identidade local culminaram na solicitação das lideranças para uma edição futura voltada a crianças. Conclui-se que a feira foi um exercício de fortalecimento da equidade em saúde e a autonomia indígena.
Este relato destaca as iniciativas de divulgação científica realizadas no Observatório Dietrich Schiel, durante o período de 2022 e 2023, principalmente enquanto houve diversas restrições de ocupação do Observatório, devido às políticas sanitárias do campus durante a pandemia da COVID-19. Destaca-se seu impacto social e sua experiência como extensão universitária. Além disso, discute o importante papel dessas atividades em aproximar sociedade e universidade através da divulgação de astronomia.
Apresentamos os resultados da divulgação, junto à heveicultura paulista, do Preço de Referência de Importação da Borracha Natural. Essa ação foi realizada com objetivo de popularizar o índice para auxílio aos produtores e sangradores nas negociações do látex natural.